quarta-feira, 6 de abril de 2016

Depoimento de uma adolescente linda de 16 anos que participou das entregas, obrigada Laura;

Fazer parte de um projeto que se tornou uma corrente de amor. Trazendo todos os dias novos amigos dispostos a dar de si a sua melhor forma para contagiar o dia de um desconhecido que, após aquele encontro, se tornaria inesquecível.
Eu ia até os hospitais cada dia com pessoas diferentes, com um coração transbordando de amor que precisava ser compartilhado. Conhecendo pessoas novas que precisavam de um simples gesto de carinho, palavra de conforto e um abraço seguro.
Um presente que - na maneira de ver de alguns - parece tão pouco, mas para mim e para aquelas pessoas que precisavam, era como se estivesse entregando um pouquinho mais de vida.
Acredito que aqueles anjos não eram escolhidos na hora, eles eram daquelas pessoas por algum motivo e eu era apenas um guia que os levava até elas. Crianças, adultos, idosos, que me marcaram de tal forma que. após tanto tempo, ainda não esqueço o nome e o modo como falavam de suas doenças, de suas famílias e da saudade de casa.
Assim como a pequena, de 3 anos, que me contava com alegria nos olhos faltarem apenas o número de sua idade de quimioterapias para se curar e voltar para casa. Estou no ensino médio e tive a oportunidade de conhecer uma menina, de mesma idade, que precisava estudar para uma prova. Mesmo estando doente, ela se preocupava com os estudos e queria dar seu melhor. Assim pude ajudá-la, lendo seus livros. Foi um enorme prazer conhecer um pequeno que havia acabado de sair da quimioterapia e vinha me contar que fazia aniversário no mesmo dia que o meu. Ele não conseguia guardar a alegria que estava sentindo pois ia dormir em casa junto ao irmão mais velho, naquela noite.
E é claro, jamais poderia esquecer da minha preciosa Déborah de 9 anos, vinda da Bahia, e que transmitia o verdadeiro significado de felicidade para todas as pessoas daquele hospital, andando com sua bicicleta amarela pelos corredores. Quando eu estava a caminho de minha primeira visita, pensava que estava indo ajudar alguém, mas aquelas pessoas que conheci, não fazem ideia do quanto elas me ajudaram. Certamente foi muito mais!
Elas me ensinaram a dar valor a cada segundo de nossa vida, dar valor ao carinho de nossa família, ao conforto de nossa casa e que devemos carregar conosco -  todos os dias - um lindo sorriso no rosto.
Pois, esta sim é nossa maior riqueza, a felicidade!
Laura Da Rosa Perdigão.